13 de mar. de 2011

agora
vou ficar
calado
vou me fechar
na mais
profundo
labirinto
depois
não me pergunte
o porque
depois
não me
condenem
ainda
mais
no meu próprio
destino
agora
não vou
mais expor
meus pensamentos
não vou mais
ficar
querendo
abraçar
o mundo
não quero mais
esse
carinho
nem olhares
agora
vou apenas
viver
minha vida
cantar
minhas canções
preferidas
e nada mais
prefiro
a solidão
em todos
os meus dias
prefiro
ficar
calado
olhando
tudo por
onde passo
prefiro
fazer
tudo
sem deixar
rastros
sem deixar
testemunhas
sem precisa
distribuir
sorrisos
falsos
nem abraços
vazios
prefiro
que desconheçam
minha dor
minha vida
não quero mais
ninguém
a cutucar
minhas feridas
prefiro
a solidão
que sempre
me acolhe
a mesma
solidão
que sempre
me entende
mataram
a liberdade
quanto
tentaram
se
libertar
mataram
o amor
quando
tentavam
amar
não restou
nada
apenas
os poucos
passos
que se ouve
na calçada
molhada
pela lágrimas
da noite
que passou
mataram
a vida
quando tentaram
viver
e agora
há espaço
enorme
entre o silêncio
e o vazio
de uma
vida
que não se vive
mais
não sabem
o que é amor
falam
de amar
desejam
e não sabem
nada
assim
o mundo
vai apodrecendo
assim
as
pessoas
vão cada
vez mais
ficando
vazia
estão perdendo
a verdade
não sabem
mais
o que é um gostar
verdadeiro
e assim
o mundo
segue
doente
as pessoas
cada vez
mais carentes
abismos
buracos
ninguém se conhecem
mais
amigos
inimigos
de todos
por que
devo
ficar
horas
e horas
e horas
e escrevendo
por que
devo
ficar
em tentativas
de me
fazer entender
se não me entendem
por que
devo
lutar
uma luta desigual
eu falo
uma língua
que não
se entende
mais
por que
devo
eu
perambular
sozinho
a multidão
covarde
me engole
sentimentos
vazios
me consomem
devo
então
ficar só
fazer da solidão
minha amiga
amante
confidente
não pense
que quando
escrevo
para você
tenho
outra intensão
não quero
comer você
não quero
casar com você
não quero
"ficar"
não quero nada
apenas
seu bem
por instantes
então
não fique
jogando
no vento
inverdades
não fique
blasfemando
não se julgue
assim
tão superior
a tudo
não se sinta
talvez
não seja nada disso
e não é
quis
apenas
lhe fazer algum
bem e
lhe mostrar
que ainda
existe carinho
sem apego
não vou
me censurar
não vou
ficar
quieto
sem escrever
que pena
que ainda
não entende
que pena
ainda
distorcerem
sentimentos
não vou
para de escrever
não vou
mudar
o jeito
que falo
que penso
sei
que não vou agradar
o mundo
eu nem tenho
essa pretensão
nunca tive
quero apenas
escrever
deixar fluir
como sempre fiz
não vou
me censurar
direi sempre
o que penso
escreverei
sempre o que digo

11 de mar. de 2011

não
me alegro
à toa
sem sentindo
não minto
palavras
nem finjo
sentimentos
vazios
as mesmas
flores
que me alegravem
agora
são
as mesmas
que me fazem chorar
os ventos
que me levaram
e me mostraram
o mundo
são os mesmos
que quebraram
minhas velas
e me fizeram
ficar
a deriva
no meu mar
não sorrio
mais
por coisas
à toa
já fui
muitas vezes
palhaço
sem picadeiro
já fui
muitas vezes
artista
de mim mesmo
quantas
vezes interpretei
e fui mal
interpretado
eu quis
te colocar
na minha vida
te fazer
parte
dos meus dias
te colocar
para sempre
do pensamento
não quisestes
então
virei
as costas
para ti
deixei
onde tu
estavas
não olhei
mais trás
ficastes
em outra estrada
eu bem
que tentei
eu sei
tu sabes
também
te chamei
e não quisestes
vir
estendi
a mão
e recusastes
a pegá-la
eu quis
de verdade
te colocar
em minha vida
negastes
eu parti
e te deixei
abismos
quantos
existem
pelos caminhos
escuro
sempre
que fecho
meus olhos
sempre
que apago
a luz
fantasmas
quantos
ainda
no passado
que não passa
no passado
que insiste
em vir
a tona
e eu
querendo
apenas
viver
do pouco
que me contenta
e eu
querendo
apenas
viver
do amor
que me resta
sem atropelos