essa espera
maldita
nem um sinal
de vida
nada
eu aqui
me consumindo
de tanto
pensar
em nada
essa espera
vazia
de angústias
essa tarde
morta
na janela
esse vento
que não sopra
essa loucura
essa espera
incapaz
de me tirar
de onde estou
incapaz
de curar
minha dor
incapaz de perceber
e sentir
todo esse amor
que nunca amou
e essa espera
essa tortura
essa tarde
morta na janela
8 de abr. de 2013
EXÍLIO
sou
minhas tempestades
meus raios
meus trovões
sou meu exílio
minha ilha
meus pecados
minha perdição
ninguém além
de Deus
me conhece
como eu
o que sinto
o que penso
o que sinto
sou
minhas emoções
minha tristeza
as curvas
do meu caminho
minhas pedras
meus martírios
sou
minhas loucuras
minhas profanações
toda minha insensatez
sou minha ilha
meu refúgio
o mar
que me leva
minhas tempestades
meus raios
meus trovões
sou meu exílio
minha ilha
meus pecados
minha perdição
ninguém além
de Deus
me conhece
como eu
o que sinto
o que penso
o que sinto
sou
minhas emoções
minha tristeza
as curvas
do meu caminho
minhas pedras
meus martírios
sou
minhas loucuras
minhas profanações
toda minha insensatez
sou minha ilha
meu refúgio
o mar
que me leva
ACHO
acho
que não sei mais escrever
só sei sentir
acho que não sei
mais amar
e mesmo assim
acho que amo
acho que vivo
acho que sinto
pareço
enfim
descobrir
neste tempo
tudo de mim
ou nada
parece que de novo
estou na mesma
estrada
que nunca estive
parece que há
pegadas
que não são minhas
não sei
de quem são
acho
que não sei mais nada
nenhum verbo
passado
nenhuma equação
matemática
acho que sou
o rascunho
que nunca quis ser
acho que te tanto amar
esqueci
de sentir
todo o amor que havia
EM PEDAÇOS
não sou daqui
sou de lá
dos sonhos
que há em mim
feito
em pedaços
espalhados
despedaçados
não sou daqui
sou de lugar algum
sou das esquinas
fétidas
sou dos becos
escuros
sou a luz
que não clareia
imensidão
que não se vê
não sou daqui
sou de um amanhã
que não nasceu
morreu
sou das tardes
de outono
das noites
de inferno
em pedaços
despedaçados
sou a culpa
e o culpado
sou de lá
dos sonhos
que há em mim
feito
em pedaços
espalhados
despedaçados
não sou daqui
sou de lugar algum
sou das esquinas
fétidas
sou dos becos
escuros
sou a luz
que não clareia
imensidão
que não se vê
não sou daqui
sou de um amanhã
que não nasceu
morreu
sou das tardes
de outono
das noites
de inferno
em pedaços
despedaçados
sou a culpa
e o culpado
SENSAÇÕES
não sei mais
quem eu sou
sei quem fui
para onde fui
por onde andei
por onde ando hoje
juro que não sei
qualquer caminho
me serve
feito luva
não sei mais
quais são
minhas sensações
minhas ânsias
meu paladar
sinto-me preso
em mim
ancorado
num porto vazio
não sei mais nada
de mim
nem meu nome
nem meu endereço
nem quem sou
sem lágrimas
feito de histórias
tantas
e nem sei
se escritas
ou faladas
cuspidas
ou histórias
levadas ao vento
sensações
agora perdidas
esquecidas
na memória de quem fui
quem eu sou
sei quem fui
para onde fui
por onde andei
por onde ando hoje
juro que não sei
qualquer caminho
me serve
feito luva
não sei mais
quais são
minhas sensações
minhas ânsias
meu paladar
sinto-me preso
em mim
ancorado
num porto vazio
não sei mais nada
de mim
nem meu nome
nem meu endereço
nem quem sou
sem lágrimas
feito de histórias
tantas
e nem sei
se escritas
ou faladas
cuspidas
ou histórias
levadas ao vento
sensações
agora perdidas
esquecidas
na memória de quem fui
NAS NOITES
nas minhas noites
quando penso
te esquecer
sinto na pele
o perfume teu
e sozinho ali
enlouqueço
extremeço
e te busco
em todo meu eu
cada pedaço teu
nas minhas noites
solitárias noites
sinto na roupa
perfume teu
parece tua boca
teus lábios
sussurando
meus ouvidos
pecados
e te busco
e não te acho
e enlouqueço
e me desfaço
adormeço no cansaço
sentindo ainda
embriagado
o perfume teu
da pele tua
nas minhas noites
solitárias noites
de amargura
quando penso
te esquecer
sinto na pele
o perfume teu
e sozinho ali
enlouqueço
extremeço
e te busco
em todo meu eu
cada pedaço teu
nas minhas noites
solitárias noites
sinto na roupa
perfume teu
parece tua boca
teus lábios
sussurando
meus ouvidos
pecados
e te busco
e não te acho
e enlouqueço
e me desfaço
adormeço no cansaço
sentindo ainda
embriagado
o perfume teu
da pele tua
nas minhas noites
solitárias noites
de amargura
2 de abr. de 2013
SEM VOCÊ
sem você
o dia fica longo
as horas
viram meses
e a solidão
ecoa
por todos os lados
sem você
a tarde
é noite
e o sol
se esconde
atrás
do que não vejo
e eu não vejo nada
sem você...
sem você
a água
não mata a sede
não há fome
nem pressa
apenas
o vazio
e o silêncio
e a saudade
que vem feito tormenta
sem você
busco
tudo que me lembra
você
e tudo lembra
você
ainda mais
cada vez mais
e sempre
sem você
tento viver
tento querer
tento...
o dia fica longo
as horas
viram meses
e a solidão
ecoa
por todos os lados
sem você
a tarde
é noite
e o sol
se esconde
atrás
do que não vejo
e eu não vejo nada
sem você...
sem você
a água
não mata a sede
não há fome
nem pressa
apenas
o vazio
e o silêncio
e a saudade
que vem feito tormenta
sem você
busco
tudo que me lembra
você
e tudo lembra
você
ainda mais
cada vez mais
e sempre
sem você
tento viver
tento querer
tento...
E SE EU CHORAR
e se eu chorar
me deixe
ali
quieto
no canto meu
para que minhas lágrimas
possam
secar
sem dor
ainda maior
seu eu chorar
fique do meu lado
mas não diga
nada
respeite
minha dor
me deixe
chorar
e gritar
se preciso for
sei que vai passar
toda essa tristeza
que hoje
invade
meu ser
e se eu chorar
abrace meu corpo
e me deixa
até que as lágrimas
sequem
e morram
no chão
me deixe
ali
quieto
no canto meu
para que minhas lágrimas
possam
secar
sem dor
ainda maior
seu eu chorar
fique do meu lado
mas não diga
nada
respeite
minha dor
me deixe
chorar
e gritar
se preciso for
sei que vai passar
toda essa tristeza
que hoje
invade
meu ser
e se eu chorar
abrace meu corpo
e me deixa
até que as lágrimas
sequem
e morram
no chão
1 de abr. de 2013
TRISTEZA
que essa tristeza
acabe
assim
que chegar
um novo dia
que
o amanhã
traga
novas cores
novas razões
novas sensações
que essa tristeza
seja
carregada
pelos ventos
da madrugada
e o um novo
vento
sopre assim
que raiar
um novo dia
que este novo dia
venha
suave
sereno
cheio de boas esperanças
que traga um amor
renovado
liberto
de tudo
que essa tristeza
acabe
antes
que crie raiz
e encubra
todos os mais belos sentimentos
E O QUE ERA
e o que era
agora não é mais
devagar
o destino
ainda desconhecido
vai moldando
sem perguntar
nada
o amanhã
não há o que se fazer
a não ser
se deixar levar
e o que era
agora
fica em meio
a tudo
o que passou
e o amor
machucado
sofrido
sentido
fica sem saber
onde se agarrar
e o que antes era
lindo
agora fica sem cor
perturbado
confuso
sem saber
o que fazer
e o que era festa
está virando
aos poucos
lembranças
esquecidas...
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