11 de ago. de 2013

PELO CAMINHO



Olho
Para trás
Para ver meus
Cacos
Pelo caminho
Olho
Para trás
Para enxergar
Desesperado
Meu passado
E não posso mais
Voltar
Não posso mais
Corrigir
O que ficou
E nem recolher
Os pedaços
De mim
Que ficaram
Olho
Para o mesmo
Céu de sempre
Procuro
Um novo
Caminho
Uma nova razão
Um novo destino
Olho para frente
E me vejo como sempre
Refletido no espelho de mim

MARGARIDAS



Essas
Tantas
Margaridas
Espalhadas
Pelo caminho
Disfarçando
As pedras que há
Essas margaridas
De tantos
Mal me quer e
Tão poucos
Bem me quer
Tentam
Enganar
As dores
Que sinto
Tentam
Disfarçar
Essas pedras
Malditas
Eu
E essas margaridas
Que como
Eu
Se entorpecem
Com o vento
E se embriagam
Ainda com a vida
Essas margaridas
E eu

AMEI



Amei
E como amei
Amei
Até perder
A força
Até não restarem
Mais lágrimas
Até
Meu corpo
Se perder
De minha alma
Amei
E como me doei
E me entreguei
E me humilhei
E rastejei
E corri
E me perdi
Amei
Como merece
Ser amado
O amor
Amei
Com paixão
Com entrega
Com calor que queima
Amei
E amaria de novo
Para quem sabe enfim
Aprender a amar