quero
que meu sol
te queime
e te aqueça
em noites frias
quero
que teu perfume
me entorpeça
quero
que meus olhos
te achem
que minha boca
te morda
e minhas mãos
não te soltem
quero
me perder
em tuas reticências
em tuas
indecências
na discrepância
deste teu sentir
quero
o gosto
amargo das tuas lágrimas
quero
teus distâncias
teus verbos
imperfeitos
teus plurais
e tuas ruas
sem saída
tuas roupas no varal
e teu cheiro
pós banho
7 de fev. de 2020
DÚVIDAS
chego
a duvidar
da tua saudade
chego
a duvidar
das tuas ações
dos teus olhares
das tuas palavras
chego a duvidar
dos abraços
dos passos
das horas perdidas
chego
a duvidar
da bondade explicita
e tácita
chego
a duvidar
das tuas verdades
dos carinhos
e afagos
vazios
essa inocência
estupida
do meu peito
essa inocência
cruel
no fim
sempre estou sozinho
no fim
sempre
a duvidar
da tua saudade
chego
a duvidar
das tuas ações
dos teus olhares
das tuas palavras
chego a duvidar
dos abraços
dos passos
das horas perdidas
chego
a duvidar
da bondade explicita
e tácita
chego
a duvidar
das tuas verdades
dos carinhos
e afagos
vazios
essa inocência
estupida
do meu peito
essa inocência
cruel
no fim
sempre estou sozinho
no fim
sempre
NÃO MAIS
não vou
te sonhar
em minhas noites
de insônia
não vou
me embriagar
pela memória
do que não fomos
não vou
deixar
minhas portas entreabertas
não quero
te ver chegando
não venha
me deixa
me deixa aqui
morrendo em silêncio
longe de ti
morrei melhor
longe de ti
morrerei
não vou
te querer mais
para saciar
minha sede
não quero mais
o perfume
aquelas mesmas sensações
que nunca tive
fechei
minha portas
e arranquei
do meu peito
o coração
que não mais batia
apenas
em ti
morria
te sonhar
em minhas noites
de insônia
não vou
me embriagar
pela memória
do que não fomos
não vou
deixar
minhas portas entreabertas
não quero
te ver chegando
não venha
me deixa
me deixa aqui
morrendo em silêncio
longe de ti
morrei melhor
longe de ti
morrerei
não vou
te querer mais
para saciar
minha sede
não quero mais
o perfume
aquelas mesmas sensações
que nunca tive
fechei
minha portas
e arranquei
do meu peito
o coração
que não mais batia
apenas
em ti
morria
DESNUDA
desnuda
para mim
tua'lma
desnuda
para mim
as mentiras crus e vis
da tua boca
vem
desnuda
para mim
teus pecados
vem
olha nos meus olhos
cospe em minha boca
afaga
a face
marcada
não te quero como ninguém
te quero
além
das tuas vestes
e dos teus sapatos
quero
o escárnio
desnuda
para mim
teu silêncio
tuas sombras
tuas mãos ressacadas
pelo tempo
não te quero como ninguém
te quero
de alma nua
deitada
na minha cama
sem lençóis
vem
desnuda-te
para meu ego
para mim
tua'lma
desnuda
para mim
as mentiras crus e vis
da tua boca
vem
desnuda
para mim
teus pecados
vem
olha nos meus olhos
cospe em minha boca
afaga
a face
marcada
não te quero como ninguém
te quero
além
das tuas vestes
e dos teus sapatos
quero
o escárnio
desnuda
para mim
teu silêncio
tuas sombras
tuas mãos ressacadas
pelo tempo
não te quero como ninguém
te quero
de alma nua
deitada
na minha cama
sem lençóis
vem
desnuda-te
para meu ego
FUGINDO
estou
dizendo adeus
antes
que tudo cresça demais
antes
que eu perca
o controle
sobre as minhas emoções
estou indo
embora
de volta
para meu exílio
não posso me permitir
ver o mundo
fora de mim
é uma luz
que ofusca
meus olhos
são mentiras que meu
coração fingi
acreditar
não quero mais
não acredito mais em nada
então não
me peça para ficar
minhas malas
estão prontas
e minhas mentiras rasgadas
estou indo embora
voltando para dentro de mim
para meu abismo
1 de jan. de 2020
POR AÍ
seguirei
este meu caminho
ainda
que sem destino
ainda
que sem chegada
seguirei
escrevendo
qualquer bobagem
qualquer poesia
nesse meu jeito
devasso
de pensar
e sentir
ainda
que o desamor
que agrida
ainda
que as indiferenças
me atirem pedras
e a idade
tente impedir meus passos
seguirei
este caminho
em todos
os outros
me senti perdido
ainda
que a loucura
contamine
ainda
que a loucura
contagie
ainda
que eu pense
poder amar
e voar
não posso.
este meu caminho
ainda
que sem destino
ainda
que sem chegada
seguirei
escrevendo
qualquer bobagem
qualquer poesia
nesse meu jeito
devasso
de pensar
e sentir
ainda
que o desamor
que agrida
ainda
que as indiferenças
me atirem pedras
e a idade
tente impedir meus passos
seguirei
este caminho
em todos
os outros
me senti perdido
ainda
que a loucura
contamine
ainda
que a loucura
contagie
ainda
que eu pense
poder amar
e voar
não posso.
MATEM-ME
matem-me
antes
que eu morra
por essa
primavera
que nunca floresce
matem-me
antes
que o amor
que sinto
acabe
por não poder amar
tudo o que
insisto
em querer
matem-me
antes
que a solidão
faça
de meu coração
sua morada
não quero mais
estes abismos
essa convulsão
por tanto
sentir
e se tiver
que morrer
matem-me
antes
a primavera
enfim
floresça.
antes
que eu morra
por essa
primavera
que nunca floresce
matem-me
antes
que o amor
que sinto
acabe
por não poder amar
tudo o que
insisto
em querer
matem-me
antes
que a solidão
faça
de meu coração
sua morada
não quero mais
estes abismos
essa convulsão
por tanto
sentir
e se tiver
que morrer
matem-me
antes
a primavera
enfim
floresça.
BELEZA
que
nenhuma beleza
tenha efeito
sobre mim
que eu
consiga
passar
inerte
diante da beleza
que me faz cina
que eu
sobreviva
aos perfumes
aos olhares
que não me vêem
que
a beleza
passe
sem deixar
bagunça
sem deixar
querer
que eu
possa resistir
ao encanto
que me sufoca
a beleza
que me machuca
eu
a beleza
perca o poder
sobre mim
amém
nenhuma beleza
tenha efeito
sobre mim
que eu
consiga
passar
inerte
diante da beleza
que me faz cina
que eu
sobreviva
aos perfumes
aos olhares
que não me vêem
que
a beleza
passe
sem deixar
bagunça
sem deixar
querer
que eu
possa resistir
ao encanto
que me sufoca
a beleza
que me machuca
eu
a beleza
perca o poder
sobre mim
amém
ENTERRADOS
que todos
os meus fantasmas
permaneçam mortos
que todos
os meus desejos
permaneçam enterrados
que todas
as minhas expectativas
não em alcancem
que não haja
conjunções
de signos
e que o amor
sempre
fuja de mim
que cada
vez mais
as rosas tenham mais
espinhos
que cada vez
hajam menos
esquinas
que eu beba
cada vez mais do meu silêncio
que meus demônios
continuem
presos
que haja mais
poesia
sabe-se lá onde...
os meus fantasmas
permaneçam mortos
que todos
os meus desejos
permaneçam enterrados
que todas
as minhas expectativas
não em alcancem
que não haja
conjunções
de signos
e que o amor
sempre
fuja de mim
que cada
vez mais
as rosas tenham mais
espinhos
que cada vez
hajam menos
esquinas
que eu beba
cada vez mais do meu silêncio
que meus demônios
continuem
presos
que haja mais
poesia
sabe-se lá onde...
E VAMOS LÁ
e vamos lá
começar tudo de novo
reescrever
de novo
a mesma história
já contada
tantas vezes
por tantas outras pessoas
e vamos lá
para a mesma
rotina
de todos os dias
as mesmas pedras
os mesmos tropeços
os mesmos sonhos
e projetos
que nunca saíram do papel
e vamos lá
para os beijos
que jamais daremos
e para o sexo
que jamais faremos
viver é isso
um carrossel
que sobe e desce
desce e sobe
e nada mais
a não ser
a morte dessa engrenagem
velha
e sem mais vontade
e vamos lá
porque é disso
que somos feitos
de pó
começar tudo de novo
reescrever
de novo
a mesma história
já contada
tantas vezes
por tantas outras pessoas
e vamos lá
para a mesma
rotina
de todos os dias
as mesmas pedras
os mesmos tropeços
os mesmos sonhos
e projetos
que nunca saíram do papel
e vamos lá
para os beijos
que jamais daremos
e para o sexo
que jamais faremos
viver é isso
um carrossel
que sobe e desce
desce e sobe
e nada mais
a não ser
a morte dessa engrenagem
velha
e sem mais vontade
e vamos lá
porque é disso
que somos feitos
de pó
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