11 de set. de 2012

ANDANDO

Tenho
Andado
Triste
Nunca gostei
De andar assim
Tenho
Tido pensamentos
Ruins
Não gosto
De pensar em nada assim
Gosto
De me sentir leve
Mesmo
Quando carrego minha cruz
Gosto
De sentir
O vento
A vida
Tenho andado
Triste
Parece que nada
Do faço
Está certo
Parece que vivo
Num labirinto
Buscando
A saída que não há
Tenho
Chorado demais
Como nunca chorei
Não gosto de chorar
Não quero mais chorar...

9 de set. de 2012

DE VOLTA MINHA PAZ

enfim
reencontro
minha paz
meu equilibrio
agora sei
que nada mais
irá me incomodar
nada mais
me fará perder
a razão
enfim
estou tranquilo
cheio
de serenidade
sem
rodeios
nem mais loucuras
enfim
estou
de volta
andando
liberto
de toda pressão
que eu mesmo
coloquei sobre minhas
costas
agora
enfim
estou em paz
amando
como sei
e como quero
vivendo
minha vida
do jeito que sei


TIRAR VOCÊ DAQUI

quero
tirar você daqui
levar
seu sorriso
pra qualquer lugar
quero
ver
sempre
sua paz
quero
ser sempre
seu jardim
de rosas
elegantes
quero
tirar você
desse mundo
louco
quero
levar
você
e ficar junto
de frente ao mar
esquecer
de tudo
ficarmos juntos
no meu mundo
quero
tirar você
dessa loucura
tirar você dessa
sua vida
insana

E AI

e ai
você acorda
e tudo está diferente
o amor
mudou
de endereço
de cara
de alma
e no ar
um novo perfume
um novo
tudo
e ai
resta aprender
a reaprender
a amar
o velho
amor de sempre
porque
amor é amor
e sempre será amor
até o amor
morrer
de amor
e ai
quem sabe
depois de tudo
ao acordar
de novo
tudo
ainda seja
como nunca foi
porque o amor
mudou
de endereço
o amor
mudou de amor

EM TEUS OLHOS

vejo
nascer
em teus olhos
o amor
que sempre
sonhei
vejo
em teus carinhos
enfim
que teu coração
se desarma
e o medo
aos poucos
se dissipa
do teu eu
vejo nascer
um novo dia
através da janela
e das cortinas fechadas
sei que o sol
está lá
sei que agora
que me espera
chegar
vejo
nos teus olhos
a quimera
de novos tempos
enfim
me dizeres
que és louca por mim
como sempre fui por ti

ASSIM DERREPENTE

assim
derrepente
sem avisar
meu coração
amou
outro amor
que não o teu
e decidiu partir
assim
derrepente
sem avisar
e deixou
para trás
tudo
o que não queria mais
assim
derrepente
lágrimas
transbordaram
dos olhos
e houve dor
e  amor
também chorou
pela dor
deixada
assim
derrepente
e o silêncio
se fez
e palavras
ecoaram
agora no vazio
e o coração
sangrou
ao ver que não era
mais o mesmo
amor
era outro amor
que surgiu
assim
derrepente
como surge todo amor
sem avisar
 

8 de set. de 2012

DEIXA O AMOR

deixa
o amor
acontecer
ainda
que não valha à pena
deixa
o amor te tocar
tocar teus poros
tua alma
tocar teu corpo
teus sonhos
deixa o amor
chegar
e sussurar em teu ouvido
arrepiar
tua nuca
mexer com teus instintos
deixa
o amor
ser teu dia
tua noite
deixa o amor
ser teu norte
ser teu porto
ser teu rumo
deixa o amor
encantar tua janela
deixa o amor
ser teu jardim

ME DEVORA

me devora
noite
devora
meus medos
minha ansiedade
minhas dores
minha metade
me devora
noite
como há tempos
atrás
me faz querer
ainda mais
amar
esse amor
devora
noite
minha insanidade
me deixa
assim exposto
vem noite
faz de mim
minha autopsia
deixa meu eu aos vermes
de mim
minhas vestes
rasgadas
meu amor flutuando
ainda mais em mim
vem noite
devora
meu cansaço
me faz dormir
em seus braços

SEM ÊNFASE

nunca fui
burguês
nunca fui
da rua
da noite
nunca andei
por ai
acompanhado
sempre andei
comigo
sempre
desprezei
o amor
de contrato
amor
pronto
amor
que nasce
numa esquina qualquer
amor vagabundo
gosto
do amor
de beijo na boca
de saliva
de devoração
amor que consome
amor
de frebre
de saudades
amor
de todo lugar
amor
de sempre
quase sempre
não gosto
nunca gostei de amor
sem ênfase
amor
amargo
sem gosto
amor
dos poucos
dos idiotas
gosto do amor
que mata
que enlouquece a alma
amor
das madrugadas
amor
das calçadas
dos jardins
das rosas
dos orvalhos
das manhãs mortas

7 de set. de 2012

SEM TEMPO

ando sem tempo
para o tempo
que passa

ando sem tempo
para olhar
a vida da minha janela

ando sem tempo
para falar
direito com Deus
espero que Ele em entenda
e me perdoe

ando sem tempo
para olhar
a triste beleza
que me cerca
e olhar
as crianças
que não brincam mais
nas ruas
de sua infância

ando sem tempo
para respirar
e sentir
o ar
que entra
e sai dos meus
podres pulmões

ando sem tempo
para viver
amar
agora
me consome demais