vou morrer
eu sei
às vezes até quero
morrer
rápido
assim
fulminante
mas
a vida ainda grita
dentro de mim
ainda
há muito por vir
então
quero
que a vida aconteça
devagar e
lentamente
que eu morra
depois
de tudo
ainda não
faltam amores
paixões
lugares
faltam
poesias
e rostos
ainda desconhecidos
quero vida
devagar e lentamente
10 de abr. de 2018
31 de mar. de 2018
TUDO MUDOU
se tudo mudou
por que o amor
permaneceria o mesmo
e eu então
o amor mudou
as paixões mudaram
mundanas
eu, nem escrever
escrevo mais
parece que tudo
já foi dito
precisamos nos reinventar
novos jeitos
amanhãs
amanheceres
um novo amor
um novo modo de amar
beijos
abraços
precisam de novas descobertas
conquistas
antes
tudo foi melhor
agora
o que acontece
já nasce podre
pobre
com data de validade
maduro
sem gosto
sem cor
sem nada
por que o amor
permaneceria o mesmo
e eu então
o amor mudou
as paixões mudaram
mundanas
eu, nem escrever
escrevo mais
parece que tudo
já foi dito
precisamos nos reinventar
novos jeitos
amanhãs
amanheceres
um novo amor
um novo modo de amar
beijos
abraços
precisam de novas descobertas
conquistas
antes
tudo foi melhor
agora
o que acontece
já nasce podre
pobre
com data de validade
maduro
sem gosto
sem cor
sem nada
5 de jan. de 2018
ESPLENDOR
como
poderia
me calar
diante
de tamanha beleza
o nascer
do sol
não é nada
a grandeza do
mar
diante vós
se cala
as rosas murcham
o tempo para
como poderia
eu
deixar passar
tamanho esplendor
fiquei
ali
parado olhando
querendo
saber
se é real ou sonho
hipnotizado
fiquei
ali sem palavras
qualquer coisa
ficaria no vácuo
porque depois de vós
toda beleza ficou perdida
em vós
a grandeza
de toda a inspiração divina
poderia
me calar
diante
de tamanha beleza
o nascer
do sol
não é nada
a grandeza do
mar
diante vós
se cala
as rosas murcham
o tempo para
como poderia
eu
deixar passar
tamanho esplendor
fiquei
ali
parado olhando
querendo
saber
se é real ou sonho
hipnotizado
fiquei
ali sem palavras
qualquer coisa
ficaria no vácuo
porque depois de vós
toda beleza ficou perdida
em vós
a grandeza
de toda a inspiração divina
4 de jan. de 2018
DESARMADO
vou
para tua guerra
desarmado
sem escudo
sem espada
vou
apenas como sempre fui
de alma
vou beber
teu silêncio
ficar nos becos
estarei
entre os esquecidos
entre os nomes
que já não profere mais
vou
para tua guerra
nu
sem minhas asas
sem minha bússula
sem meus papéis
eu
por mim
crendo
no que sinto e deixando
nas trincheiras
do teu coração
os estilhaços do meu amor
para tua guerra
desarmado
sem escudo
sem espada
vou
apenas como sempre fui
de alma
vou beber
teu silêncio
ficar nos becos
estarei
entre os esquecidos
entre os nomes
que já não profere mais
vou
para tua guerra
nu
sem minhas asas
sem minha bússula
sem meus papéis
eu
por mim
crendo
no que sinto e deixando
nas trincheiras
do teu coração
os estilhaços do meu amor
TE AMAR
te amo
demais
pra te amar
não saberia
estar
em ti
não saberia
tocar
teu corpo
acho
que perderia
o doce encanto
roçar
a pele
beijar a boca
lamber os seios
tocar as coxas
não saberia
te amar
em minha cama
meu querer
está além disso
não é desejo
é apenas amor
e te amando
não saberia
te amar
UM POUCO DE TI
não quero
nada de ti
nada
que não posso
me dar
um pouco
do teu sorriso
um instante
de tua paz
eu não
quero teu amor
nem ficar
entre as artérias
de teu coração
quero ficar
ali num canto
escondido
e sentir
teu pulsar
tua respiração
e teu perfume
não quero nada
que não posso me dar
teus olhos
e um pouco
deste teu olhar
nada de ti
nada
que não posso
me dar
um pouco
do teu sorriso
um instante
de tua paz
eu não
quero teu amor
nem ficar
entre as artérias
de teu coração
quero ficar
ali num canto
escondido
e sentir
teu pulsar
tua respiração
e teu perfume
não quero nada
que não posso me dar
teus olhos
e um pouco
deste teu olhar
EU TE AMEI
eu te
amei
meio sem querer
encontrei
teu amor
sorrindo em minhas
esquinas
vestido
de um azul
cheio de soberba
estendi
meu chapéu
e pedi
suas migalhas
eu te
amei ao acaso
sem destino
sem hora marcada
ali
nos avessos
de tantos nós
entre gritos
e silêncio
um amor todo meu
como sempre
agora
entre as tuas ruínas
e meu passado
amei
meio sem querer
encontrei
teu amor
sorrindo em minhas
esquinas
vestido
de um azul
cheio de soberba
estendi
meu chapéu
e pedi
suas migalhas
eu te
amei ao acaso
sem destino
sem hora marcada
ali
nos avessos
de tantos nós
entre gritos
e silêncio
um amor todo meu
como sempre
agora
entre as tuas ruínas
e meu passado
QUERO TEU AMOR
eu não quero
as flores
do teu jardim
quero
o amor
que existe
em teu peito
quero tuas
histórias
em minhas noites
quero
tuas aventuras
e tuas memórias
eu não quero
apenas
passar
quero ficar nos dias
que passarão
quero
ficar nas canções
que canta
e nos passos
que deixa para trás
quero estar
no passado
e no presente
presente
não quero as flores
do teu jardim
quero o amor
que arde em teu peito
as flores
do teu jardim
quero
o amor
que existe
em teu peito
quero tuas
histórias
em minhas noites
quero
tuas aventuras
e tuas memórias
eu não quero
apenas
passar
quero ficar nos dias
que passarão
quero
ficar nas canções
que canta
e nos passos
que deixa para trás
quero estar
no passado
e no presente
presente
não quero as flores
do teu jardim
quero o amor
que arde em teu peito
POR ONDE ANDEI
por onde
andei
deixei
sempre
um pouco de mim
meus versos
sem rima
alguns papéis
com poesia
deixei amor
cicatrizes
lembranças
deixei
cigarros acessos
e copos sujos
de saudades
por onde andei
amei
mais que que fui amado
dei sorrisos
dei abraços
fiz da noite
serenata
e dos dias sem nada
carnaval
fiz festa
fiz folia
e parti
sem nada na mochila
andei
deixei
sempre
um pouco de mim
meus versos
sem rima
alguns papéis
com poesia
deixei amor
cicatrizes
lembranças
deixei
cigarros acessos
e copos sujos
de saudades
por onde andei
amei
mais que que fui amado
dei sorrisos
dei abraços
fiz da noite
serenata
e dos dias sem nada
carnaval
fiz festa
fiz folia
e parti
sem nada na mochila
DORES CALADAS
carrego
dores
caladas
dores
que consegui
ao longo
de minhas estradas
dores
que me mostram
por onde
andei
e quem amei
e quem me amou
carrego
dores
que não são minhas
dores
de tudo
das flores mortas
dos sorrisos esquecidos
e das cartas
que nunca foram escritas
carrego
dores
de silêncio
noites
minhas dores
ardem
meus poros dilatam
e só
fico
entre o que penso
e o que sinto
dores
caladas
dores
que consegui
ao longo
de minhas estradas
dores
que me mostram
por onde
andei
e quem amei
e quem me amou
carrego
dores
que não são minhas
dores
de tudo
das flores mortas
dos sorrisos esquecidos
e das cartas
que nunca foram escritas
carrego
dores
de silêncio
noites
minhas dores
ardem
meus poros dilatam
e só
fico
entre o que penso
e o que sinto
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