deixa
que a noite venha
deixa
que a noite se dispa
deixa
que os sonhos aconteçam
deixa a noite
deitar em sua cama
deixa
que a noite suspire
amores e poesias
deixa
que a noite inspire
todas as loucuras
que
os amores ardam
que as bocas se beijem
e que a flores
exalem os perfumes
deixa
a noite bailar
com a madrugada
criança que brinca ingénua
deixa
as mãos tocarem
os corpos
deixa os corpos profanarem
o silêncio
e tudo aconteça
sem pressa
deixa a noite
queimar no cinzeiro
e o copo vazio
na mesa
deixa
a noite amanhecer
e que o dia inveje
a beleza
que jamais terá
deixa a noite
em tuas memórias
25 de abr. de 2020
24 de abr. de 2020
LIBERDADE
gosto
da minha liberdade de ser
ser quem eu quiser
como eu quiser
quando eu quiser
gosto
da boca sem batom
dos seios sem sutiã
da pele ao sol
gosto
da minha liberdade
de errar
de arriscar
liberdade de amar
de cair
e deitar
e ficar ali
no meu canto
remanso
gosto
das minhas asas
dos olhos que me guiam
gosto da minha fé
de não crer em nada
em acreditar
em tudo
gosto
da minha liberdade
de ser
da minha liberdade
de ir
sem tempo
e de voltar
a tempo de gritar
que sou
quem eu quero ser
livre
da minha liberdade de ser
ser quem eu quiser
como eu quiser
quando eu quiser
gosto
da boca sem batom
dos seios sem sutiã
da pele ao sol
gosto
da minha liberdade
de errar
de arriscar
liberdade de amar
de cair
e deitar
e ficar ali
no meu canto
remanso
gosto
das minhas asas
dos olhos que me guiam
gosto da minha fé
de não crer em nada
em acreditar
em tudo
gosto
da minha liberdade
de ser
da minha liberdade
de ir
sem tempo
e de voltar
a tempo de gritar
que sou
quem eu quero ser
livre
AMOR
gosto
mesmo
é do amor rasgado
da bagunça
do amor
do amor
que vem e fode tudo
que vem
e deixa
tudo de pernas para ar
amor
de instantes
amor que tumultua
amor
torto
indireto
reto
gosto mesmo
do amor que acontece
de repente
boca na boca
língua
saliva
acidez
gosto do amor que apaixona
que choca
que induz
seduz
que deixa as roupas
jogadas no chão
a luz apagada
bilhete na geladeira
flor no vaso
água na boca
mãos
olhares
casa comida roupa lavada
amor
nu
das máscaras
amor
nu
de intenções
amor por amor
e só
mesmo
é do amor rasgado
da bagunça
do amor
do amor
que vem e fode tudo
que vem
e deixa
tudo de pernas para ar
amor
de instantes
amor que tumultua
amor
torto
indireto
reto
gosto mesmo
do amor que acontece
de repente
boca na boca
língua
saliva
acidez
gosto do amor que apaixona
que choca
que induz
seduz
que deixa as roupas
jogadas no chão
a luz apagada
bilhete na geladeira
flor no vaso
água na boca
mãos
olhares
casa comida roupa lavada
amor
nu
das máscaras
amor
nu
de intenções
amor por amor
e só
22 de abr. de 2020
TE OLHAR
não quero nada
só quero te olhar
te olhar
em todos os momentos
te olhar
até que cada traço teu
fique gravado
em minha retina
em minha memória
para que mesmo
depois
que nada reste
ainda tenha em mim
todos os teus vestígios
quero poder imaginar
o cheiro do teu perfume
e te desenhar
em minhas poesias
quero poder sentar
na beirada
de meus abismos
num fim de tarde qualquer
é ficar ali
divagando
em pensamentos
e sorrir ao lembrar
de cada traço
do teu rosto
dos olhos profundos
do sorriso de menina
cabelos longos
traços definidos
da beleza rara
de mulher
quero apenas te olhar
ficar te olhando
até que faça parte
da minha retina
21 de abr. de 2020
OLHOS
olhos
me ferem
me arranham
olhos
me atingem
me sangram
olhos
me encantam
seduzem
olhos
me bagunçam
me atormentam
roubam meus sentidos
minha paz
o fluxo cego do meu sangue
olhos
me cegam
me roubam
me paralisam
olhos
me calam
emudecem minhas palavras
me deixam desnorteados
tímido
olhos
me despem a alma
me fazem levitar
voar
querer
sonhar
olhos
me ferem
me arranham
olhos
me atingem
me sangram
olhos
me encantam
seduzem
olhos
me bagunçam
me atormentam
roubam meus sentidos
minha paz
o fluxo cego do meu sangue
olhos
me cegam
me roubam
me paralisam
olhos
me calam
emudecem minhas palavras
me deixam desnorteados
tímido
olhos
me despem a alma
me fazem levitar
voar
querer
sonhar
olhos
20 de abr. de 2020
PECADO
não quero
pensar
no pecado
que é te querer
porque te quero
te quero
nas minhas poesias
rasgadas
nas minhas noites de insônia
te quero
nos meus tragos
nas cinzas apagadas
dos meus cigarros
te quero
na minha cama sem lençol
no meu banho
na minha insanidade
não quero
pensar
no pecado
que mal há em te querer
desejar
que seja
minha fantasia
meu sonho
te quero
quero no vento
e na brisa que sopra
no perfume
que sinto
na água que bebo
na alegria que sinto
na vida que escorre
te quero
de qualquer jeito
seja do jeito que for
pensar
no pecado
que é te querer
porque te quero
te quero
nas minhas poesias
rasgadas
nas minhas noites de insônia
te quero
nos meus tragos
nas cinzas apagadas
dos meus cigarros
te quero
na minha cama sem lençol
no meu banho
na minha insanidade
não quero
pensar
no pecado
que mal há em te querer
desejar
que seja
minha fantasia
meu sonho
te quero
quero no vento
e na brisa que sopra
no perfume
que sinto
na água que bebo
na alegria que sinto
na vida que escorre
te quero
de qualquer jeito
seja do jeito que for
7 de fev. de 2020
TUDO TEU
quero
que meu sol
te queime
e te aqueça
em noites frias
quero
que teu perfume
me entorpeça
quero
que meus olhos
te achem
que minha boca
te morda
e minhas mãos
não te soltem
quero
me perder
em tuas reticências
em tuas
indecências
na discrepância
deste teu sentir
quero
o gosto
amargo das tuas lágrimas
quero
teus distâncias
teus verbos
imperfeitos
teus plurais
e tuas ruas
sem saída
tuas roupas no varal
e teu cheiro
pós banho
que meu sol
te queime
e te aqueça
em noites frias
quero
que teu perfume
me entorpeça
quero
que meus olhos
te achem
que minha boca
te morda
e minhas mãos
não te soltem
quero
me perder
em tuas reticências
em tuas
indecências
na discrepância
deste teu sentir
quero
o gosto
amargo das tuas lágrimas
quero
teus distâncias
teus verbos
imperfeitos
teus plurais
e tuas ruas
sem saída
tuas roupas no varal
e teu cheiro
pós banho
DÚVIDAS
chego
a duvidar
da tua saudade
chego
a duvidar
das tuas ações
dos teus olhares
das tuas palavras
chego a duvidar
dos abraços
dos passos
das horas perdidas
chego
a duvidar
da bondade explicita
e tácita
chego
a duvidar
das tuas verdades
dos carinhos
e afagos
vazios
essa inocência
estupida
do meu peito
essa inocência
cruel
no fim
sempre estou sozinho
no fim
sempre
a duvidar
da tua saudade
chego
a duvidar
das tuas ações
dos teus olhares
das tuas palavras
chego a duvidar
dos abraços
dos passos
das horas perdidas
chego
a duvidar
da bondade explicita
e tácita
chego
a duvidar
das tuas verdades
dos carinhos
e afagos
vazios
essa inocência
estupida
do meu peito
essa inocência
cruel
no fim
sempre estou sozinho
no fim
sempre
NÃO MAIS
não vou
te sonhar
em minhas noites
de insônia
não vou
me embriagar
pela memória
do que não fomos
não vou
deixar
minhas portas entreabertas
não quero
te ver chegando
não venha
me deixa
me deixa aqui
morrendo em silêncio
longe de ti
morrei melhor
longe de ti
morrerei
não vou
te querer mais
para saciar
minha sede
não quero mais
o perfume
aquelas mesmas sensações
que nunca tive
fechei
minha portas
e arranquei
do meu peito
o coração
que não mais batia
apenas
em ti
morria
te sonhar
em minhas noites
de insônia
não vou
me embriagar
pela memória
do que não fomos
não vou
deixar
minhas portas entreabertas
não quero
te ver chegando
não venha
me deixa
me deixa aqui
morrendo em silêncio
longe de ti
morrei melhor
longe de ti
morrerei
não vou
te querer mais
para saciar
minha sede
não quero mais
o perfume
aquelas mesmas sensações
que nunca tive
fechei
minha portas
e arranquei
do meu peito
o coração
que não mais batia
apenas
em ti
morria
DESNUDA
desnuda
para mim
tua'lma
desnuda
para mim
as mentiras crus e vis
da tua boca
vem
desnuda
para mim
teus pecados
vem
olha nos meus olhos
cospe em minha boca
afaga
a face
marcada
não te quero como ninguém
te quero
além
das tuas vestes
e dos teus sapatos
quero
o escárnio
desnuda
para mim
teu silêncio
tuas sombras
tuas mãos ressacadas
pelo tempo
não te quero como ninguém
te quero
de alma nua
deitada
na minha cama
sem lençóis
vem
desnuda-te
para meu ego
para mim
tua'lma
desnuda
para mim
as mentiras crus e vis
da tua boca
vem
desnuda
para mim
teus pecados
vem
olha nos meus olhos
cospe em minha boca
afaga
a face
marcada
não te quero como ninguém
te quero
além
das tuas vestes
e dos teus sapatos
quero
o escárnio
desnuda
para mim
teu silêncio
tuas sombras
tuas mãos ressacadas
pelo tempo
não te quero como ninguém
te quero
de alma nua
deitada
na minha cama
sem lençóis
vem
desnuda-te
para meu ego
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