5 de mar. de 2008

CONTRAMÃO


ando na contramão
vendo tudo
de modo errado
uns vêm
eu vou
quando param
eu ando
me movimento
de forma lenta
vou na contramão
de tudo
sem pressa de chegar
porque quero chegar
e chego rastejando
vendo tudo ao contrário
vendo tudo passar por mim
vou na contramão do mundo
sem ninguém
me segurando
sem correntes me prendendo
sem celas
sem prisão
na contramão de mim

Um comentário:

  1. Estes poemas mais recentes estão fluindo como música, como um riacho cristalino...
    Poderiam muito bem ser letra de música.
    Sempre inspirado e de alma solta, poeta.
    Parabéns, Edu!
    Beijo.

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