
vejo
nos olhos
ainda vivos
a doce
rebeldia
que fica
entrevada
vejo
nos olhos
quase mortos
as horas
de sofrimentos
horas de martírio
horas de silêncio
vejo
os que os olhos
dizem
o que os olhos insistem
em dizer
a doce rebeldia
que a vida não apaga
e os olhos não esquecem
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