eu sou
fratura exposta
ferida aberta
o que posso fazer
é proteger
o mundo todo de mim
isolar-me
em meus conflitos
e em meus
tantos
papéis em branco
eu sou
o desalento
o pecado
a incoerência
o que posso fazer
é ficar em meus espinhos
é deixar-me
ressecado
ao sol
é deixar
que qualquer chuva
me arraste
é deixar
que o mar
de tudo o que sinto
me afogue
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