23 de out. de 2007

ENQUANTO HOUVER VIDA

enquanto houver
vida em mim
haverá poesia
e mesmo que me
atirem pedras
mesmo que me tranquem
dentro de mim
mesmo assim
haverá poesia
quero escrever
até meus dedos sangrarem
escrever minhas noites
minhas madrugadas
vou escrever
até que meus olhos ceguem
e meu corpo padeça
enquanto houver vida
haverá poesia
versos de dor
de amor
de recompensa
de recomeçar
enquanto meu coração
bater
enquanto eu respirar
haverá poesia
as minhas
e a de tantos poetas
que como eu
sobrevivem de amor

Um comentário:

  1. Por conhecer voce..
    Por acreditar em voce...
    Por sua garra...por seu talento,sei que isso é verdade!
    Uma das mais lindas poesias suas.
    Uma descrição do homem e do poeta.
    Perfeita ao desnudar sua dor. Perfeita ao demonstrar sua força .
    Perfeita ao provar que seu sonho continua vivo, e que nada fará com que voce desista dele!
    Admiro o homem.
    Reverencio o poeta!

    Que Deus te cuide meu amigo Edu.
    Nunca desista de seu ideal.
    Beijos

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