19 de nov. de 2007

PARAPEITO


debruço
no parapeito
sentindo
o que jamais
senti
vontade de aliviar
essa dor que sinto
vontade de me deixar
levar e me atirar
sem dó
debruço
sobre meus erros
sobre minha consciência
que não me culpa
me cala
debruço
olho e não vejo
respiro e não sinto
meu peito cheio de ar
debruço
no parapeito da minha vida
e pareço levitar
para fora de mim
para longe dos meus erros...

Um comentário:

  1. Uma das poesias mais perfeitas, intensas que você já escreveu.
    Impressionante... leio e me sinto assim exatamente como está na poesia ou vejo a cena se desenhar na minha mente.
    Linda!! Muito boa mesmo!!
    Parabéns!!!
    Rosana. Sua.

    ResponderExcluir