12 de dez. de 2007

SEMPRE ASSIM


sempre assim
no final
me sinto culpado
sem ter culpa
sempre assim
você vem e vai
faz e abusa
me deixa
desolado
cansado
vai e volta
entra e sai
sem pedir liçença
vai e vem
desfilando graça
e beleza
sempre assim
me faz de capacho
de escada
de trampolim
quando vou
você diz não
sempre não
agora não
é sempre assim
na metade o fim
aprendi
a entender
e quando penso
em ir
não vou
porque no fim
é sempre assim

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