
meu veneno
é minha solidão
são meus poemas
meu veneno
é procurar
e não encontrar
meu veneno
é o desprezo
a cólera
meu veneno
é o meu pão
e minha água
é lavar roupa
estendê-las no varal
e começar a chover
meu veneno
é o sangue
que circula em mim
quente
meu veneno
são as palavras
a tinta da caneta
meu copo
minha luminária
minha dor de dente
meu vaso quebrado
e a água da planta
escorrendo
meu veneno
não é mortal
é doce
feito sal
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