10 de dez. de 2007

VERGONHA

morro de vergonha
quando falam por mim
quando dizem
o que quero dizer
e não consigo
morro encabulada
querendo correr
sem coragem de enfrentar
minhas verdades
fico muda
vermelha
boca seca
mãos suando
quando falam
o que sinto
morro encabulada
querendo fugir
nem correr consigo
fico parada
sem graça
vermelha
sem respirar
cheia de vergonha
paralisada
tímida
morta de medo
porque falam o que sinto
sem pedir
sem eu querer
morro
e no fundo de mim
adoro

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