22 de jan. de 2008

EU CONTRA MIM


eu contra mim
numa louca batalha
em guerra
razão e emoção
glória ou derrota
eu contra mim
contra o que sou
e contra quem eu queria ser
tantas batalhas
guerras
sem munição
apenas eu
como arma contra mim
apenas o que sou
contra o que penso ser
batalhas travadas
eu contra mim
se ganho eu perco
e se perco
me perco
e os dois de mim
morrem
eu vendo tudo
eu sobrevivendo a tudo
eu contra mim
contra os ventos do norte
contra as noites de sol
contra tudo
e a favor de tudo
minhas batalhas
e minhas guerras
sem armas
sem munições
apenas eu contra mim

Um comentário:

  1. Realmente uma batalha interminável.
    Uma batalha onde ora você ganha, ora perde...
    Uma poesia forte, muito bem escrita, ótima!
    Que os ventos do norte jamais te levem e que o sol das noites, jamais te queime...
    Parabéns!

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