
se eu morrer amanhã
não haverá velórionem sepultura
nem lágrima
ninguém chora por mim
eu passo
em branco
no meu aniversário
passerei em branco
se eu morrer amanhã
meu corpo
ficará jogado
será consumido
pelo tempo
quando se lembrarem
serei apenas pó
não haverá então
tempo para nada
nem para chorar
ninguém chora por mim
não faço falta
se morrer amanhã
morro em silêncio
e mesmo que o medo
me consuma
na hora da minha morte
morro em silêncio e sei
que ninguém chora por mim
Cáspita!!!!!
ResponderExcluirQue poesia linda!
Forte, profunda, intensa!!
Puro exemplo do "mal do século"!
eu diria ainda, um clássico!!
Parabéns, poeta!