16 de jan. de 2008

O NOME DELA


podem me matar
me esfolar
pode me torturar
o nome dela
eu não digo
fiz de tudo por esse amor
arrisquei
me isolei
querem arrancar de mim
o nome dela
eu não digo
pra ninguém
eu mesmo as vezes esqueço
porque eu a chamo de vento
e se eu nome eu guardo bem
e não conto pra ninguém
vão querer roubá-la de mim
não quero ficar sem ninguém
ficar sozinho
perdido
desiludido
o nome dela
nem pra minha mãe eu conto
nem pra ela
nem pra mais ninguém
eu mesmo esqueço
pois chama-a de vento

Um comentário:

  1. Houve Ventos em mim que
    que são eternas e tórridas tempestades.../Passo por cá pela primeira vez, estou a gostar!/Cherry Blossom

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