
faz um tempo
que a ruas do meu bairro
não são as mesmas
nem as pessoas
que moravam nelas
meus vizinhos
não são mais os mesmos
faz um tempo
que noto
que minha casa ficou
no meio de prédios
e minhas roseiras morreram
todas
faz um tempo
que minha memória falha
que meus filhos não vêem me ver
nem meus netos
faz um tempo
que converso comigo
e espero
o final dos meus dias
numa rua estranha
sem pessoas que conheço
cercada de prédios
e com as roseiras mortas
faz um tempo
que clamo a morte
Nossa, Edu... será que toda a velhice é assim?
ResponderExcluirQue triste... penso em minha mãe... seus avós... em nós...
Que poesia linda e tão real...
Rosana sua.