14 de abr. de 2008

VERGONHA


não tenha vergonha
do corpo
que é teu
tudo nele
é perfeito
e é reflexo teu
não tenha vergonha
do teu corpo
dos sinais
do tempo
ele é teu
e gosto das marcas
de todas as marcas
do teu corpo
não tenha vergonha
do que é teu
não tenha vergonha
do corpo
que é teu
ele é teu templo
teu refúgio
ele é tua imagem
e teu reflexo
não tenha vergonha
ele é teu
com marcas
e com todos os sinais
que o tempo te deu

Um comentário:

  1. Linda!
    Só mesmo a sensibilidade do poeta para entender e encontrar a beleza até mesmo quando as marcas do tempo se instalam...
    Linda!!
    Sublime!!

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