14 de mai. de 2008

CALADO

suporto calado teu silêncio
suporto tuas dores, calado
o silêncio dos passos que não existem mais
o silêncio do riso que há muito se foi
suporto calado o silêncio
o silêncio do teu quarto
as roupas jogadas
amassadas
rasgadas
silêncio dos trapos
farrapos
das partes do meu corpo
despedaçado
pelo silêncio
do corredor e avenidas
vielas e ruelas
suporto calado
o teu silêncio
porque tu não existe mais


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