20 de mai. de 2008

NADA


não quero que sobre nada
não quero que reste nada
nenhuma marca
nenhum vestígio
como se eu tivesse morrido
não quero nada
mais nada que me faça voltar
nada que me lembre
o que um dia eu tentei ser
não quero mais
motivos de saudades
não quero mais que lembre de mim
vou voltar
a ser o que eu era
mero acaso
quem sabe eu volte a sorrir
não quero nada
mais nada
apenas viver como sempre vivi
ser trabalhador comum
encher de felicidade
minha geladeira
não vou mais brincar
de ser poeta
não quero nada
mais nada
não quero que sobre nada

Nenhum comentário:

Postar um comentário