
a vida acabou
sem motivo algum
cessou as vontades
encerrou os sonhos
fechou para sempre
os olhos
sem motivo algum
roubou de nós
a vida que existia em abundância
roubou nossa fé
nossa vontade de continuar
sem motivo algum
sem permitir
que as últimas palavras
fossem ditas
sem permitir
que os olhares
se olhassem
e os braços
traduzissem o que as palavras
não conseguiam dizer
sem motivo algum
a vida acabou
os olhos fecharam
a voz se calou para sempre
resta o nada
resta a dor da saudade
resta caminhar
sem uma parte
sem a mesma cor
a vida acabou
sem motivo algum
tanta vida havia
não há mais
memórias
e um pedaço de terra
em um imenso jardim
sem motivo algum
tudo deve seguir
a mesma vida
que acaba
é a mesma vida
que continua
sempre
a vida que acaba
a vida que começa
sem motivo algum
sem motivo algum
cessou as vontades
encerrou os sonhos
fechou para sempre
os olhos
sem motivo algum
roubou de nós
a vida que existia em abundância
roubou nossa fé
nossa vontade de continuar
sem motivo algum
sem permitir
que as últimas palavras
fossem ditas
sem permitir
que os olhares
se olhassem
e os braços
traduzissem o que as palavras
não conseguiam dizer
sem motivo algum
a vida acabou
os olhos fecharam
a voz se calou para sempre
resta o nada
resta a dor da saudade
resta caminhar
sem uma parte
sem a mesma cor
a vida acabou
sem motivo algum
tanta vida havia
não há mais
memórias
e um pedaço de terra
em um imenso jardim
sem motivo algum
tudo deve seguir
a mesma vida
que acaba
é a mesma vida
que continua
sempre
a vida que acaba
a vida que começa
sem motivo algum
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