9 de jun. de 2008

CONDENADO A AMAR


nasci
condenado a amar
amar sem poder fugir
dessas amarras
desse amor
nasci
condenado
a ser escravo
desse amor
que faz de mim
o que quer
nasci
condenado
a amar
sem poder
fazer mais nada
condenado
a amar
sem querer amar
um amor
que não é meu
condenado a amar
sem poder viver
sem poder respirar
nasci condenado
e vou morrer condenado
e melhor de tudo, amando

Um comentário:

  1. "condenado" e "amar"...
    paradoxos que tornam a poesia forte... o sentimento lutando contra o próprio sentimento.
    Demais!

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