20 de jun. de 2008

ESTRANHEZA


dia sem sol
dia sem céu
pés sem chão
coração sem amor
estranheza
vida sem natureza
vida sem tempo
cada rosto
apagado
espelho sem reflexo
cartas
espalhadas
estranheza
a noite não chega
o dia não cessa
o sol
morno
não aquece
a chuva
que caí
não molha
estranheza
os passos não deixam
rastros
e nem os beijos sabor
estranheza
que nunca será
que nunca haverá
e os dias
dias iguais

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