
solidão...
ah, solidão maldita
que afunda ainda mais
a mágoa que adentra meu peito...
que rasga meu coração
num grito desesperado de angústia
deixando-me louco e sem sentido
perdido
entre homens e mulheres
que jamais vi
sofrendo a ausência da realidade
que vivi
como se em mim
não existissem os sentidos das palavras
que ainda não sei os significados
por não procurar
a resposta da vida
A Deus pedi o conforto do meu espírito
para saber que nada sei do que minha própria
e confusa
solidão
escrita em 1989
Essa é outra poesia que pode ser considerada um marco do livro.
ResponderExcluirCaracteriza fiel e densamente a solidão.
Retrata a solidão como se a sentisse na alma. Mais significativa ainda por ter sido escrita no auge da sua idade mais cheia de sonhos. Tão livre em seus desejos.
Linda, Edu!