20 de jul. de 2008

SOLIDÃO


solidão...
ah, solidão maldita
que afunda ainda mais
a mágoa que adentra meu peito...
que rasga meu coração
num grito desesperado de angústia
deixando-me louco e sem sentido
perdido
entre homens e mulheres
que jamais vi
sofrendo a ausência da realidade
que vivi
como se em mim
não existissem os sentidos das palavras
que ainda não sei os significados
por não procurar
a resposta da vida
A Deus pedi o conforto do meu espírito
para saber que nada sei do que minha própria
e confusa
solidão

escrita em 1989

Um comentário:

  1. Essa é outra poesia que pode ser considerada um marco do livro.
    Caracteriza fiel e densamente a solidão.
    Retrata a solidão como se a sentisse na alma. Mais significativa ainda por ter sido escrita no auge da sua idade mais cheia de sonhos. Tão livre em seus desejos.
    Linda, Edu!

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