26 de mar. de 2009

OPOSTO DE MIM*


sou
o oposto de mim
gosto
de ver gente
tanta gente
andando
pelas ruas
mas prefiro
ficar em casa
trancado no meu silêncio
sou
o oposto de mim
amo
o sol
aquecendo
a terra
mas prefiro ficar na sombra
de cabeça fresca
amo
água
mas prefiro ainda
uma velha e boa coca-cola
sou o oposto de mim
aquele que p próprio
se contraria
se contradiz
mente para si
amo
amar
mas fujo
do amor
que me oferecem
para que assim
não enlouqueça
sou mesmo
o oposto de mim
sou minha paz
e minha confusão
sou a luz
e minha própria escuridão

2 comentários:

  1. Ola querido...adorei essa poesia...
    no dia a dia nessa selva de pedras estamos sempre escolhendo os lados ... ser o oposto é uma opção... q sejamos sempre oq qremos ser...
    BjO!!

    Cintia...

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  2. Fantástica essa capacidade do poeta em separar os dois opostos que vive dentro de si mesmo.
    Muito interessante essa compração entre um e outro... e mais instigante ainda, a escolha por um deles... só você, poeta...
    Amei!!

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