13 de jun. de 2009

INOCENTE*

as manhãs
eram inocentes
assim
como as tardes
a noite
já vinha com malícia
os olhos
ainda
inocentes
não desconfiavam
da resistência
do ar
as manhãs
cheias de primavera
as tardes
cobertas de outono
as noites
despudoradas
tinha
as nuances
daquele amor proibido
os olhos
displicentes
ainda inocentes
acreditam
que o sol
iluminará
o que no ontem se apagou

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