os olhosjá não se assustam mais
um corpo caído
tanto faz
rosas despedaçadas
no jardim
olhos acostumados
não enxergam
mais a
beleza de uma manhã
cinzenta
que beleza há
talvez não haja
os olhos
já não vêem mais
enxergam
apenas
a sujeira
a tristeza
a dor
os olhos acostumados
já não veem
a beleza das sementes
plantadas
já não olham mais
as praças
já não veem
beleza em nada
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