os diasvão morrendo
com eles
toda
e qualquer esperança
os dias
vão sumindo
das folhinhas
grudadas
nos ímãs das geladeiras
dias riscados
dias que engolem
os restos de mim
faço o que pede a alma
o corpo
já não sente mais
é puro cansaço
veias enrijecidas
as mãos cada vez mais calejadas
e a esperança de ver aquela luz
no fim do túnel
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