Sem ninguém
Sem ninguém
Pelas ruas
E avenidas
Alamedas vazias
Sem ninguém
Nos canteiros
De obras
Nas escadas rolantes
Do metrô da Sé
Sem ninguém na praça
Jogado
Ao destino
Foi
Um sonho
Medonho
Acordar
E não ver ninguém
E não ter ninguém
E ouvir no silêncio
O que nunca se ouviu
Foi um sonho horrível
Cheio
De sensações
Que não quero voltar a ter
Sem ninguém
Para ouvir meus gritos
Sem ninguém para gritar comigo
Nenhum comentário:
Postar um comentário