15 de set. de 2009

MEDONHO*

Sem ninguém

Sem ninguém

Pelas ruas

E avenidas

Alamedas vazias

Sem ninguém

Nos canteiros

De obras

Nas escadas rolantes

Do metrô da Sé

Sem ninguém na praça

Jogado

Ao destino

Foi

Um sonho

Medonho

Acordar

E não ver ninguém

E não ter ninguém

E ouvir no silêncio

O que nunca se ouviu

Foi um sonho horrível

Cheio

De sensações

Que não quero voltar a ter

Sem ninguém

Para ouvir meus gritos

Sem ninguém para gritar comigo



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