23 de mai. de 2010

INCOMODO SILÊNCIO

é madrugada
o barulho que ouço
é apenas
o som dos passos
do meus pensamentos
no assoalho
do velho apartamento
há um incomodo
silêncio
no mundo
não escuto mais
nada
escuto apenas
minha voz
e minha barriga
que tem fome
de algo mais
é madrugada
não tem lua
não tem vento
nem ninguem na rua
o silêncio
incomodo dos meus
passos
meus pensamentos
gritando
e ninguém
que posso escutar
o que eu digo
que há de ter paciência
não há mais compaixão
apenas
um incomodo silêncio
nessa madrugada que
não termina

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