22 de jun. de 2010

SABOR DA SORTE

a sorte
sempre
me sorriu
timidamente
como
se tivesse
medo
de mim
como se eu
fosse
bicho
do mato
cão sem dono
céu sem estrelas
nunca
pude sentir
de verdade
o sabor da sorte
nunca pude
saborear
sozinho
seu sabor
a sorte
sem passou
por mim
fazendo
que não me vê
como se fosse
cega
para mim
como
se eu não existisse
a sorte nunca me abraçou
ela sabe
que não fico
sentado
esperando
a sorte
me empurra
a viver a vida de verdade
nunca senti
o sabor da sorte
puramente só pra mim

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