14 de nov. de 2016

ROSA ALVES

derrepente
estamos
ali
naquela
mesma
encruzilhada

sem rumo
sem saber
que direção tomar
sem abraço
sem afeto
sozinho
derrepente
as flores
despetaladas
as pedras
machucando os pés
e o vento
cegando os olhos
derrepente
novos caminhos
e o velho
do que é novo
palavras
encarceradas
desafeto
desconforto
sozinho
sem abraço
sem consolo

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