22 de jan. de 2008

MEU NOME É NINGUÉM

não tenho nome
nem endereço
nem amor
sou filho de ninguém
nem filhos tenho
sou o descaso
minha indiferença
não tenho casa
nem horas
deixei tudo
meu nome é ninguém
hoje apenas escrevo
pensamentos
não tenho mais memória
nem pátria
nem glória
sou apenas poeta
nada mais me interessa
o tempo
a vida
meu nome é ninguém
não tenho
rumo
e nem estradas
escrevo apenas
de dia e de madrugada
não tenho histórias
nem passado
e nem futuro
hoje
meu nome é ninguém






Um comentário:

  1. Nossa, uma poesia que fala da mais pura solidão.
    Uma poesia bonita e ao mesmo tempo triste, solitária.
    Retrata a entrega total do poeta às suas poesias, anulando sua própria existência.
    Demais!

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