22 de mai. de 2008

TÂNIA


gosto desse seu jeito
rasgado
jeito livre
sem palavras articuladas
gosto das verdades
expostas
gosto da sua praticidade
objetivos
concretos
dos sonhos sólidos
essa força sua suave
e esse jeito
rasgado
todo seu
feito ventania
feito um sopro
respiração
gosto
e quando penso
sentir você
desaparece
some
sem rastro
nem sombras
gosto de você
e nem mesmo eu
sei porque
jeito rasgado, jeito seu

Um comentário:

  1. Eduardus, em primeiro lugar, obrigada pela honra de receber um belo poema de um autor que conheci a pouco mais de 1 mês. Sim,creio que é mais um conhecimento sobre mim mesma, advindo de uma poeta que admiro. Aliás, uma das coisas que me chamou a atenção em teus versos, desde o primeiro dia que aqui entrei, foi este seu "jeito rasgado" tb de dizer, versejar, poetar. Minha produçao poética por vezes é muito etérea, sei lá, e talvez por isso gosto de lidar de forma mais prática no dia-a-dia, algo com o equilíbrio.

    Detalhe: marcou muito ser de certa forma comparada ao vento (que amo), ao ar, ao prana, tudo energia. Expandir, eis a questão minha atual, paralelamente a um intenso percurso pelo meu Eu.

    Abração, Luz e Sempre!

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